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Como funciona a residência para o profissional de Medicina?

Atualizado: 2 de jun.


A residência é um período em que o profissional de Medicina que deseja se especializar em alguma área aprofunda seus estudos de forma prática. Instituída na década de 1970 no Brasil, tem sido um estágio fundamental para aprimoramento e aprendizado nas instituições de saúde do país.


Não é obrigatória, já que é possível seguir a carreira como clínico geral logo após a formação em Medicina, mas a maioria dos estudantes opta por uma especialidade médica. Nesse período, os residentes recebem uma bolsa-auxílio.


Os programas de residência médica são credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e contam com a orientação de especialistas de cada área, normalmente profissionais com grande experiência e qualificação, referências em suas especialidades.


O convívio com esses mestres possibilita ao médico residente o acompanhamento de situações que farão parte de sua rotina profissional, com apoio e orientação de equipes bem preparadas.


Especialização x residência


Como a residência é um período em que há a escolha de uma especialidade médica, algumas pessoas confundem com cursos de especialização. Estes têm programas enxutos, feitos em menor período de tempo. Apesar de incluir aulas práticas, têm foco acadêmico.


Já na residência, os atendimentos e acompanhamento do dia a dia de um hospital ou unidade de emergência, por exemplo, trazem conhecimentos preciosos para os médicos que iniciam a carreira.


Preparação para a residência médica


Os estudantes de Medicina passam por seis anos de estudos em média, sendo os dois primeiros de matérias gerais, mais dois de estudos clínicos e os últimos de internato.


Na sequência, podem escolher seguir a carreira de clínico geral ou uma especialidade, por meio da residência. Assim como no vestibular de Medicina, os profissionais que têm interesse em fazer residência médica devem saber que a concorrência é grande em concursos públicos de seleção. Hospitais mais conceituados, naturalmente, são mais procurados, então é preciso se preparar com antecedência e um bom planejamento.


O processo seletivo costuma ter três etapas. Uma delas é a teórica, com prova escrita, que reúne assuntos como clínica médica, pediatria, cirurgia, ginecologia, e medicina preventiva. Essa prova objetiva costuma ter o maior peso na nota final, e é composta na maioria dos casos por questões de múltipla escolha.


Na segunda fase, os candidatos que obtiveram as melhores notas são chamados para a prova prática, em que precisam mostrar seus conhecimentos sobre procedimentos em casos clínicos, sendo avaliados por uma banca examinadora.


A última etapa é a análise curricular, que tem o menor peso na avaliação final, e inclui entrevista.


Especialidades


A escolha por uma especialidade é um momento-chave da fase de aprendizado do futuro médico. Deve ser feita com tranquilidade e análise criteriosa pelo candidato, pois são mais de 50 opções, com trajetórias diferentes, que levam de dois a cinco anos.


Alguns fatores que devem ser levados em conta na escolha envolvem desde o perfil de pacientes que gostaria de atender, objetivos financeiros (já que algumas áreas têm remuneração mais alta), as matérias que mais gostou durante a faculdade e a rotina de cada especialidade.


Conversar com profissionais de áreas diferentes, pesquisar instituições e comparar a concorrência de cada uma delas são passos importantes do processo de escolha.


Cardiologia, Ginecologia/Obstetrícia, Dermatologia, Homeopatia, Oftalmologia, Pediatria, Infectologia, Psiquiatria, Neurologia, Otorrino, Medicina do Trabalho, Ortopedia e Traumatologia são algumas das mais procuradas.


Algumas delas têm acesso direto, enquanto outras necessitam da conclusão de outra especialidade anteriormente. Elas também são divididas entre clínicas e cirúrgicas.


Entre as especialidades cirúrgicas, algumas opções são plástica, cardiovascular, urologia, mastologia, aparelho digestivo e geral, enquanto especialidades clínicas incluem cardiologia, geriatria, endocrinologia, pneumologia e reumatologia.


Como vimos, a decisão pela residência médica envolve uma série de fatores e deve ser feita com critério, para que o médico possa seguir a carreira em uma área que será satisfatória e prazerosa.


Agora que você já sabe como funciona a residência para o profissional de Medicina, pode começar a amadurecer a ideia. Você também pode conferir no nosso blog outros assuntos, como 4 livros essenciais para quem quer cursar Medicina e as vantagens dos cursos presenciais.

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