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Ginecologia e obstetrícia: será que essa é a residência certa para você?


Médica loira com luva fazendo ultrassom na barriga de uma mulher grávida

Está pensando em fazer residência médica em Ginecologia e Obstetrícia? Essa especialidade – que previne, diagnostica e trata as doenças relacionadas à mulher, da infância até a terceira idade – é uma das mais procuradas pelos médicos recém-formados.


Segundo a Demografia Médica no Brasil 2023, divulgada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), são 237.327 ginecologistas e obstetras no país, o que torna a quarta especialidade com mais profissionais, atrás apenas de Clínica Médica, Pediatria e Cirurgia Geral. Em dez anos, houve uma taxa de crescimento de quase 50% de ginecologistas e obstetras no Brasil.


Essas duas áreas conversam entre si e quase sempre o ginecologista também é obstetra, mesmo que isso não seja obrigatório. Enquanto a ginecologia trata do sistema reprodutor e mamas, a obstetrícia tem foco na reprodução humana e acompanhamento da gestação, parto e puerpério.

Como é a residência de ginecologia e obstetrícia?


O curso tem acesso direto, e conta com duração de três anos. O programa envolve atividades teóricas e práticas de acompanhamento de mulheres em diferentes faixas etárias e estágios da gestação.


O residente começa a se familiarizar com ações para promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas às mulheres. Com o avanço da residência, o médico começa a atuar na maternidade, enfermarias, laboratórios, unidades de saúde e no centro cirúrgico.


No primeiro ano, a residência é mais voltada à formação obstétrica, com atuação no pronto atendimento e pré-natal de baixo risco. No ano seguinte, o foco é a ginecologia, com atendimentos em ambulatórios.


No último ano, o espectro de atividades é mais amplo, envolvendo estudo de casos de gravidez de alto risco, visitas a ambulatórios especializados e aprendizado em exames de imagens e laboratoriais.


Após o término do período, o médico ainda pode optar por aprofundar os conhecimentos em subespecialidades como mastologia, medicina fetal, reprodução humana, endoscopia ginecológica, sexologia, densitometria óssea e oncoginecologia.


A rotina e o mercado de trabalho para ginecologistas e obstetras


Os profissionais da área realizam exames preventivos, acompanham a gestação, realizam o parto e oferecem suporte no pós-parto.


Alguns dos quadros comuns no dia a dia do consultório são secreções anormais na vagina e na mama; distúrbios da menstruação; feridas na vulva e ânus; coceira e ardência na região íntima; desconfortos na relação sexual; queda de libido e sinais de menopausa.


O ginecologista precisa ter conhecimentos aprofundados sobre anatomia, embriologia e psicologia, além de tato, carinho e respeito para lidar com questões relacionadas à intimidade das mulheres.


O trabalho pode priorizar o atendimento ambulatorial, possibilitando ao médico manter uma rotina organizada, ou o pré-natal e realização de partos, que apresenta uma das rotinas mais imprevisíveis da Medicina, obrigando o especialista a se manter preparado para situações de urgência. Se optar pelos plantões, a carga horária pode chegar a 36 horas.


O que achou da especialidade de Ginecologia e Obstetrícia? Essa é a residência médica certa para você? Se quiser saber mais sobre outras especialidades, confira os textos do nosso blog sobre Clínica Médica, Pediatria, Endocrinologia e Psiquiatria.

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